sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Mulheres de PMs dizem que resistirão 'até morrer'; entenda as reivindicações

Mulheres seguram cartazes com reivindicações da categoria e recados ao Governo (Foto: Naiara Arpini/ G1)
Há seis dias acomodadas em tendas e barracas na frente de Batalhões e Quartel da Polícia Militar na Grande Vitória e em cidades do interior do Espírito Santo, mães, esposas e irmãs resistem e impedem a saída dos policiais militares para o policiamento.
De um lado, elas enfrentam a hostilidade de parte da população que discorda do movimento por estar à mercê da violência. De outro, veem no caos instaurado a única maneira de lutar por aquilo que consideram de direito de seus familiares.
Na tarde desta quarta-feira (8), o G1 foi até a frente do Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar e ao Batalhão de Missões Especiais (BME), para conversar com as manifestantes e entender como um protesto iniciado por aproximadamente 10 mulheres cresceu a ponto de resultar na maior crise de segurança da história do Espírito Santo.
Como tudo começou?
Era manhã de sexta-feira (3), quando um pequeno grupo de esposas e mães se reuniram em frente ao Destacamento da Polícia Militar (DPM) do bairro Feu Rosa, na Serra.

Elas seguravam os cartazes com dizeres “O pior salário do Brasil” e “Não suportamos tanto descaso” e impediam a saída de policiais militares para o patrulhamento. As familiares fizeram isso porque os policiais militares não podem fazer greve ou protestar.
Ao contrário da maioria dos protestos pacíficos, o ato resistiu às horas e as mulheres passaram a noite em frente ao Destacamento.
No sábado de manhã (4), a ideia já havia se espalhado através das redes sociais e aplicativos de mensagens. Inspirados pelo movimento das mulheres da Serra, mais familiares já ocupavam a frente de unidades policiais em outros municípios. Eles formavam um bloqueio na porta dos batalhões e impediam a saída dos PMs para o patrulhamento das cidades.
As reivindicações eram as mesas do primeiro grupo: reajuste salarial, reposição da inflação, insalubridade, periculosidade, adicional noturno, entre outros benefícios não concedidos aos militares do Espírito Santo.
fonte:g1ep
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