A Prefeitura de Extremoz vai providenciar um trator para que a baleia jubarte, morta e encalhada na praia de Santa Rita, seja enterrad...
A Prefeitura de Extremoz vai providenciar um trator para que a baleia
jubarte, morta e encalhada na praia de Santa Rita, seja enterrada na
tarde desta segunda-feira (24). A medida visa evitar possível
contaminação de pessoas que utilizem a praia para tomar banho ou para
pescar.
A baleia jubarte fêmea, de nove metros de comprimento e
aproximadamente sete toneladas, foi encontrada morta na noite de sábado.
O animal já estava em estágio intermediário de decomposição e sem a
cabeça e a cauda. Biólogos que observaram a baleia não têm a confirmação
sobre o que causou a morte do animal.
"Como
ela já estava morta há a aproximadamente uma semana, já estava em
decomposição, não sabemos se a cabeça e o rabo foram arrancadas por uma
hélice, por exemplo", explicou a bióloga Zélia Brito, do Instituto Chico
Mendes de Biodiversidade (ICM Bio), autarquia federal ligada ao
Ministério do Meio Ambiente.
A necessidade de
enterrar a baleia é, segundo a bióloga, para evitar possível transmissão
de doenças durante a decomposição. Por não saber o motivo da morte, que
pode ser alguma doença até desconhecida pelos estudiosos, há a
necessidade de se enterrar a baleia. De acordo com Zélia Brito, após o
enterro, não haverá riscos de contaminação.
"Ela
será enterrada na praia, próximo ao local onde está encalhada, mas fora
da linha de maré. Será um buraco profundo, por isso a necessidade de um
trator. Enterrando assim, não há riscos" garantiu, explicando que a
ação vai ocorrer à tarde para que seja realizada durante a maré baixa.
Pedaços
do tecido da baleia foram coletados pelo biólogos para que seja
realizada a análise laboratorial, que visa descobrir se a baleia morreu
devido a alguma doença. As amostras serão estudadas no Rio de Janeiro.
"Nesse
período do ano, há várias baleias na nossa costa, que vêm se reproduzir
nessa região. Há baleias saudáveis e baleias doentes, e como há um
número maior do que o normal, crescem também as chances de que os
animais sejam atingidos por embarcações. Vamos analisar o material e
tentar descobrir a causa (da morte)", explicou.
fonte:tribuna do norte
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