O acordão enfrenta sua primeira crise após o anúncio oficial da chapa Henrique Alves/Wilma de Faria. O presidente do PDT em Natal, Kl...
O
acordão enfrenta sua primeira crise após o anúncio oficial da chapa
Henrique Alves/Wilma de Faria. O presidente do PDT em Natal, Kleber
Fernandes, disse que o partido poderá reavaliar a intenção de apoio já
declarada à chapa que terá o presidente da Câmara dos Deputados,
Henrique Alves (PMDB), como candidato a governador, e a vice-prefeita de
Natal, Wilma de Faria (PSB), disputando o Senado.
Segundo Kleber
Fernandes, há insatisfação nas bases e na militância pedetista em razão
da falta de reciprocidade da chapa majoritária para com o projeto do PDT
nas eleições de 2014, que é eleger um deputado federal e aumentar a
bancada de deputados estaduais na Assembleia Legislativa.
Essa
insatisfação, de acordo com ele, poderá resultar na reavaliação de apoio
do PDT, partido presidido no Estado pelo prefeito de Natal, Carlos
Eduardo Alves, integrado pelo prefeito de Parnamirim, Maurício Marques,
responsáveis pelos primeiro e terceiro maiores colégios eleitorais do
Estado, que poderão apoiar, até, a candidatura do vice-governador
Robinson Faria (PSD) a governador.
Na avaliação de Kleber Fernandes, as
convenções partidárias são em junho e, a despeito da declaração
de apoio do PDT à chapa majoritária no evento do PMDB, os convencionais
são soberanos e poderão surpreender. “A gente tem analisado,
internamente, junto à militância do PDT, porque está surgindo uma
insatisfação do partido com relação à chapa majoritária. E sinto que
isso pode encaminhar inclusive para uma reavaliação do apoio do PDT à
chapa majoritária”, afirmou Kleber, em entrevista ao Jornal de Hoje.
De acordo com o dirigente, que é o atual
secretário-chefe do Gabinete Civil da Prefeitura de Natal, tido
como principal auxiliar do prefeito Carlos Eduardo, o PDT não pleiteou
nem fez nenhuma imposição para participar da chapa majoritária, seja
indicando o vice-governador ou senador, nem firmou posição para a
indicação de suplências do Senado.
“Ou seja, o PDT, que é um partido que
tem uma representatividade eleitoral com muita substância, densidade,
tendo a Prefeitura de Natal, a Prefeitura de Parnamirim, 36 vereadores
no RN, o primeiro e o terceiro maior colégio eleitoral do Estado,
precisava, dentro dessa intenção de apoio, haver uma reciprocidade por
parte da chapa majoritária”, cobrou. “Até porque, o projeto do PDT é a
eleição de um deputado estadual, conquistar uma vaga de deputado
federal, e poder, a partir daí, no que é uma intenção não do diretório
estadual, mas da executiva nacional do partido, porque é necessário que o
PDT se fortaleça no Congresso, e para o RN, sobretudo a Prefeitura, é
muito importante que tenhamos um deputado federal captando recursos
junto a Brasília, abrindo portas, ministérios e fazendo interlocução com
o governo federal, de forma que temos o projeto de conquistar uma vaga
na Câmara federal e ampliação de vagas na Assembleia”, continuou.
Nesse sentido, o presidente do PDT em
Natal explica que o partido esperava reciprocidade da chapa majoritária,
com a cessão de colégios eleitorais do PMDB de Henrique e do PSB de
Wilma para o PDT de Carlos Eduardo. “Política deve ser tratada como via
de mão dupla, de forma que os colégios eleitorais pertencentes ao PMDB e
ao PSB possam ser repassados a ajudar a compor a formação dos votos
necessários para garantir a eleição do deputado federal e ampliação na
Assembleia. E o que temos sentido na nossa militância é que, na prática,
as pessoas estão sentindo que não está acontecendo de fato”, disse.
Kleber realça a proximidade das
convenções, agora em junho, para alertar a gravidade da situação.
“Estamos prestes a realizar convenção, no final do próximo mês, e as
convenções são soberanas. O que significa que, independente da intenção
de apoio declarada pelo PDT no evento do PMDB, isso poderá ser
reavaliado internamente. E essa é a intenção de grande parte dos
militantes do partido. A convenção é soberana. Vai decidir de fato qual
será o apoio que o PDT vai dar à chapa majoritária. Então, isso vai ser
decidido em convenção. A convenção é soberana e pode, realmente, diante
do quadro, hoje, haver uma reavaliação”, reforça o secretário do
prefeito.
Apesar de ressaltar a insatisfação
dentro do PDT, Kleber Fernandes adianta que ainda espera pela
reciprocidade. “Para que o PMDB e o PSB possam reconhecer o peso
eleitoral que o PDT tem e representa no estado do RN, partido que tem o
prefeito da capital com avaliação positiva superior a 75%. É um apoio
que deve ter o devido respeito, a atenção, e a consideração devida, face
a representação político eleitoral”.
Sobre a possibilidade de apoiar outra
candidatura, como a de Robinson e a de Fátima, o dirigente pedetista
disse: “Lógico, podemos reavaliar nesse sentido. Se for decidido no
âmbito da convenção, terá que ser cumprido pela direção do partido. E no
cenário atual, nós estamos percebendo uma insatisfação considerável
junto à militância e às bases do partido. O PDT vai discutir
internamente e estamos programando uma reunião interna com a Direção
Estadual do partido e alguns diretórios municipais, para discutirmos os
rumos do partido nessa eleição de 2014″, finalizou.
fonte:jornal de Hoje
Alex VianaRepórter de Política

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