terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Operação contra organização de roubo de cargas prende 20 suspeitos e apreende imóveis, veículos de luxo e R$ 200 mil em dinheiro no RN

Cargas apreendidas pela polícia civil na operação Rota Final no RN — Foto: Polícia Civil

 A Polícia Civil prendeu 20 pessoas e apreendeu imóveis, carros de luxo e R$ 200 mil em dinheiro, no Rio Grande do Norte, em uma operação contra uma suposta organização de roubo de carga na manhã desta terça-feira (29).

Ao todo, 28 mandados judiciais foram cumpridos na operação "Rota Final" - em Nova Cruz e Santo Antônio, no RN, e em Mamanguape, na Paraíba.


A operação foi comandada pela 6ª Delegacia Regional de Polícia de Nova Cruz e também contou com apoio de outras organizações como a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar.


Os alvos dos mandados são supostos participantes de uma organização criminosa que praticava roubo de cargas, lavagem de dinheiro e capitais, receptação qualificada, entre outros crimes no estado. As apreensões aconteceram durante o cumprimento dos mandados.


A investigação já dura oito meses e outras quatro pessoas haviam sido presas anteriormente. De acordo com a Polícia Civil, a apuração do caso começou após os mesmos motoristas de cargas relatarem roubos repetidos e registrarem boletins de ocorrência, o que gerou desconfiança.


"Uma das formas que essa organização criminosa usava era a simulação de assalto. Ou seja, o motorista participava e recebia proventos da atuação nessa atividade, em que o grupo simulava um assalto. Ele se rendia e, posteriormente, procurava a própria polícia pra registrar um boletim de ocorrência, como se de fato tivesse sido vítima de roubo. No decorrer das informações, percebemos que em alguns casos se tratava das mesmas pessoas", explicou o delegado Wellington Guedes, da 6ª Delegacia Regional de Polícia de Nova Cruz, que comandou a operação.


Esses crimes aconteciam principalmente no trecho da BR-101 entre Goianinha, no Rio Grande do Norte, e Mamanguape, na Paraíba. A principal carga roubada era de bebidas.


Essas bebidas seguiam para uma fazenda em Nova Cruz, que servia de depósito e de distribuidora, inclusive com funcionários para cada atividade, como descarregar a mercadoria e negociá-la. Os produtos roubados eram vendidos a comerciantes principalmente do Agreste do Rio Grande do Norte e também para municípios da Paraíba e de Pernambuco.

As investigações do caso continuam e comerciantes que compraram as mercadorias podem ser indiciados. "Todos aqueles que adquiriram de forma ilícita produtos provenientes de ações criminosas podem responder por receptação, receptação qualificada, podendo, inclusive, serem investigados por lavagem de dinheiro", explicou o delegado Wellington Guedes.


"A orientação pra os comerciantes que exercem suas atividades de forma correta é o preço de mercado. É absolutamente incompatível um produto que custa R$ 30 ser vendido R$ 10. A nota fiscal também é imprescindível, que vai demonstrar a origem e a legalidade daquele produto que está sendo adquirido, porque sabemos que não existe só o crime de receptação, mas também de sonegação fiscal, que tem dado prejuízos enormes ao Estado".

Carga de bebidas era principal alvo do grupo criminoso — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Fonte:  g1rn

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