foto de divulgação O jornal Tribuna do Norte publica hoje uma repo...
foto de divulgação
O jornal Tribuna do Norte publica hoje uma reportagem assinada pelo repórter Roberto Lucena em que diz que os números da violência colocam o Rio Grande do Norte em duas preocupantes posições no Mapa da Violência 2014 divulgado ontem, dia 27, pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).
O jornal Tribuna do Norte publica hoje uma reportagem assinada pelo repórter Roberto Lucena em que diz que os números da violência colocam o Rio Grande do Norte em duas preocupantes posições no Mapa da Violência 2014 divulgado ontem, dia 27, pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).
O Estado
teve o maior percentual de crescimento nos casos de homicídios entre os
anos de 2002 e 2012: o aumento no número de assassinatos foi de 272%.
No mesmo período, a variação na taxa de homicídios por cada grupo de
cem mil habitantes foi a maior do país – 229,1%.
A bem
da verdade os dados não devem nem surpreender o cidadão potiguar,
infelizmente, pois que dia sim outro sim se tem notícias de homicídios,
latrocínios, assaltos e roubos neste pobre Rio Grande do Norte. Vivemos
num estado em que a segurança pública nunca foi prioridade, ao mesmo no
atual governo. Entra secretário, sai secretário e nada da segurança
pública melhorar, ao contrário, aumenta mais.
Estamos às vésperas de uma
Copa do Mundo em que Natal, capital do estado, será uma das 12 sedes do
evento e quando muitos pensavam que o governo iria investir na
segurança pública, qual nada, o que se observa é uma completa inércia no
sistema
Somos hoje, nós cidadãos e cidadãs norte-riograndenses
verdadeiros reféns da bandidagem que impera em nosso estado. Não a toa
que a governadora Rosalba Ciarlini amarga números negativos em sua
avaliação como governante perante a opinião pública, beirando a casa dos
90%. A segurança pública, a saúde e a educação pública tem que ser
prioridade em qualquer governo. Isso faz parte da cartilha dos
governantes, mas parece que Rosalba não leu essa cartilha.
Pobre
Rio Grande sem sorte, como muitos chamam o Rio Grande do Norte. E tem
razão os que o chamam assim Saúde sucateada, educação caótica e
segurança pública que não é segurança e sim insegurança. E não se diga
que não tem dinheiro para investir no setor segurança. Não faz tanto
tempo assim o governo federal pediu de volta os recursos que havia
enviado ao governo potiguar para serem aplicados em construção de
presídios e delegacias porque o incompetente governo do estado não
apresentou um projeto.
Só pra refrescar a memória da governadora
o Rio Grande do Norte perdeu R$ 47 milhões de verba federal destinados à
construção ou ampliação de treze cadeias públicas. A incompetência do
governo revoltou ainda mais os policiais civis do estado, uma vez que o
governo vem descumprindo desde julho de 2011 um Termo de Acordo assinado
no Tribunal de Justiça com a categoria.
Segundo a cláusula
terceira do referido Termo, que trata sobre a remoção de todos os presos
que ainda se encontram irregularmente custodiados nas delegacias, o
estado se comprometeu a apresentar, 30 dias após o enceramento da greve,
ou seja, antes do final de agosto de 2011, o cronograma de execução de
obras das Cadeias Públicas de Lajes, Macau, Ceará-Mirim, Mossoró e
ampliação da Penitenciária de Alcaçuz, o que parece nunca foi feito.
Aliás,
sobre o descaso do governo com a questão segurança relembro ainda que
em abril do ano passado o juiz Luciano Losekann, que atua junto ao
Conselho Nacional de Justiça coordenando o Departamento de Monitoramento
e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de
Medidas Socioeducativas realizou inspeções em diversas unidades
prisionais da capital.
Acompanhado pelo juiz Esmar Custódio Filho,
designado pelo CNJ para coordenar o Mutirão Carcerário no estado,
Luciano Losekann constatou as péssimas condições as quais os presos
estão submetidos, reforçando que o Rio Grande do Norte tem hoje um dos
piores sistemas carcerários do país. Ele classificou a situação dos
locais visitados como “piores que masmorras”.
Infelizmente a nossa realidade é cruel!
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