Davos sedia a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial, que termina no dia 23 de janeiro. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa,...
Davos sedia a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial, que termina no dia 23 de janeiro.
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse hoje (21) que a retração
econômica não é normal, mas “uma fase de transição para o Brasil”. Ele
participou de um painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça,
sobre a retomada do crescimento global. Com o novo cenário internacional
de queda no preço das commodities, o país está se adaptando a essa realidade, segundo o ministro.
O
Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou a projeção de queda da
economia brasileira este ano. A estimativa para a retração do Produto
Interno Bruto (PIB) passou de 1% para 3,5%. De acordo com o FMI, 2016
será o segundo ano consecutivo de queda da economia. Em 2015, de acordo
com o fundo, houve retração de 3,8%. Em 2017, a expectativa é de
estabilidade, com estimativa de crescimento zero para o PIB. Em outubro
do ano passado, o FMI projetava crescimento de 2,3%, em 2017.
Barbosa afirmou que o Brasil se beneficiou dos preços altos de commodities e investiu os recursos na rede proteção social. “Reduzir a desigualdade é tão importante quanto aumentar o PIB per capita
em economias emergentes e isso requer ação governamental. Mesmo em um
cenário econômico mais adverso, o governo tem que atuar para reduzir a
desigualdade, e o desafio é manter as políticas de redução da
desigualdade.”
Para o ministro, é possível ter aumento de
produtividade e, ao mesmo tempo, diminuição da desigualdade. “A chave
para conseguir isso é ter as instituições certas para distribuir os
ganhos de produtividade de uma forma que gere mais oportunidades de
emprego e melhor qualificação da força de trabalho.”
América Latina
Perguntado
sobre o papel do Brasil para a volta do crescimento da América do Sul,
Barbosa destacou que a retomada econômica exige aumento dos
investimentos. “O Brasil tem uma baixa taxa de investimento comparada a
outras economias emergentes, e nossa principal tarefa é aumentar nosso
investimento, o que requer não apenas mais estabilidade macroeconômica,
mas, especialmente, um papel mais ativo do governo para coordenar os
projetos de investimento e incrementar a integração regional”,
completou.
Fonte:Agência Brasil,



COMMENTS