Os promotores alegam que a prisão de Lula é necessária para garantir “a ordem pública, a instrução do processo e a aplicação da lei...
Lula
é acusado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, crimes que podem
render de 3 a 10 anos de prisão e de 1 a 3 anos, respectivamente. Sua mulher,
Marisa Letícia, e um dos filhos do casal, Fábio Luís Lula da Silva, também são
acusados de lavagem de dinheiro.
Rocha
também acusou Conserino de já ter adiantado informações sobre um eventual
pedido de prisão de Lula. “É o retrato de uma provocação que já vem há algum
tempo. Este mesmo promotor já anunciava antecipadamente este processo de
perseguição política na nossa liderança maior. Então, na véspera do ato isso
cria a provocação maior de que é jogar para as ruas os embates que estavam
anunciando”, disse.
Para
o petista, as manifestações pró-impeachment marcadas para o próximo domingo
(13) podem ter balizado o momento para que a denúncia fosse publicada. “Não era
surpresa para nós. Há um setor, principalmente do MP, que seleciona as
investigações e direciona para o nosso partido, para as nossas principais
lideranças e isso já virou uma perseguição política”, disse.
O
líder do governo no Senado, Humberto Costa (PE), acusou Conserino de ter uma
atuação “partidária” e disse que a justificativa do Ministério Público para
pedir a prisão de Lula é “patética”.
“O
Ministério Público de São Paulo não tem qualquer credibilidade. Considero que
isso é mais um absurdo a ser perpetrado no Brasil. Lula não representa risco
para a ordem pública. O que ele [Conserino] está fazendo é um factóide para
aumentar o clima de radicalização no país neste momento para criar mais
instabilidade política”, disse.
Costa
provocou ainda o MP ao dizer que nunca viu a instituição investigar a fundo
casos de corrupção envolvendo o governo de São Paulo, sob o comando de Geraldo
Alckmin (PSDB). “Nunca vi eles fazerem nada nos casos do trensalão, da
merenda”, disse.
O
senador estava reunido com Lula no momento em que o pedido de prisão contra ele
foi noticiado. “Ele recebeu com muita tranqüilidade”, disse Costa. Lula se
reuniu em São Paulo com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.
fonte:Pedro Ladeira/Folhapress



COMMENTS