sexta-feira, 12 de maio de 2017

Vendas do comércio potiguar caem 5,8%; queda preocupa empreendedores.

Dados do IBGE apontam retração de 5,9% acumulada no ano e de 8,6% no período de doze meses, mas alguns segmentos registram alta de vendas
As vendas do comércio potiguar continuam em queda. De acordo com os dados do IBGE divulgados na manhã desta quinta-feira, 11, em março, houve queda de 5,8% em relação a março de 2016. No acumulado do primeiro trimestre, a queda já é de 5,9% e quando tomados os doze meses imediatamente anteriores, já é de 8,6%. Março foi o 21º mês seguido de redução nas vendas. A única notícia boa é que o declínio este ano está menor que em 2016. No ano passado, em março, houve queda de 10,5% nas vendas e no primeiro trimestre foram – 10,2%.

“O fato de estarmos caindo menos este ano que no ano passado não é, necessariamente, um motivo para comemorarmos. Primeiro porque a comparação é favorável a 2017, uma vez que o número deste ano, em relação ao ano passado parte de uma base de comparação muito baixa (uma queda de 10,5% em março/16). Segundo porque a retração deste ano é muito aguda. São quase 6% no mês e no acumulado do trimestre e quase 9% em doze meses. É muito. O nosso setor tem cada vez mais dificuldades para manter o seu dia a dia e o reflexo disso já pode ser sentido claramente na queda, vertiginosa, do nosso potencial de geração de emprego e renda”, afirma o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado, Marcelo Queiroz.

Apesar do clima de preocupação no cenário mais amplo, o presidente da Fecomércio destaca que alguns pontos começam a sinalizar que há uma luz no fim do túnel. Ele chama a atenção para o fato de que, em março, quatro segmentos do Varejo Ampliado registraram aumento de vendas na comparação com março de 2016. Foram eles: Materiais de Construção (+9,4%); Vestuário e Calçados (+11,7%); Móveis e Eletrodomésticos (+10,5%) e Livrarias e Papelarias (+5,7%).

Para Queiroz, no caso das Livrarias e Papelarias trata-se de um “rescaldo” do movimento de volta às aulas (“...as pessoas demoraram um pouco para comprar todo o material escolar, exatamente em virtude das dificuldades econômicas...”)  e, no caso dos demais, seriam os primeiros reflexo da circulação de recursos extras em virtude da liberação dos saldos das contas inativas do FGTS (que começou em 15 de março).
“Estes recursos representam, para o RN, cerca de R$ 200 milhões até julho. Um dinheiro novo, circulando e do qual, boa parte vai mesmo para o consumo. Os segmentos que tiveram alta certamente estão ligados a este consumo pontual. Os lojistas destes segmentos investiram e estão investindo em ações e promoções em busca deste dinheiro. E parece estar surtindo efeito”, diz Queiroz.


Mas o presidente da Fecomércio RN faz questão de ressaltar que é preciso continuar cobrando e trabalhando pela melhoria do cenário econômico do país, que passa, na opinião dele, pelas reformas em curso no Congresso Nacional. “As reformas, Trabalhista e da Previdência, precisam ser levadas adiante. Uma terá o impacto de simplificar as relações de trabalho no país, aumentar a competitividade das empresas e abrir espaço para novas vagas de emprego. A outra impacta diretamente no equilíbrio fiscal e financeiro do país e, por consequência, na redução dos juros, aumento da confiança do mercado e retomada dos investimentos estatais. Não podemos mais adiar ou abrir mão disso, sob pena de nossa economia seguir patinando”, diz Queiroz.

fonte:agorarn
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