terça-feira, 1 de maio de 2018

Prédio desaba após incêndio e deixa pelo menos um morto no centro de São Paulo


Um prédio de mais de 20 andares desabou após pegar fogo nas proximidades do Largo do Paissandu, centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, dia 1º de maio. Pelo menos uma pessoa morreu e ainda há desaparecidos. O edifício, que já foi sede da Polícia Federal e pertence à União, estava ocupado por cerca de 150 famílias de um movimento de moradia, conforme informações iniciais."Pode haver mais vítimas", disse Max Mena, coronel do Corpo de Bombeiros.

A única morte confirmada até o momento é de um homem que estava sendo resgatado no momento em que o prédio desabou. Foram 13 segundos para que o prédio fosse ao chão. Nas imagens de TV, é possível ver que um bombeiro no teto de um prédio ao lado já estava posicionado para puxá-lo pela corda em que estava pendurado, quando a queda começou. "Nós estávamos tentando salvá-lo, mas infelizmente ele caiu no momento do desabamento. Foi uma tentativa rápida, por uma questão de segundos que não conseguimos", acrescentou Mena. O prédio está situado na rua Antônio de Godoy, no largo do Paissandu.

As chamas começaram durante a madrugada e o fogo se espalhou rapidamente pelos andares, gerando cenas impressionantes, com imensas labaredas subindo. "Quando o prédio desmoronou, parecia um tsumami", disse ao jornal Folha de São Paulo uma mulher de 58 anos que morava no prédio. Alguns edifícios do entorno foram esvaziados e a Defesa Civil avalia possíveis danos. Cerca de 160 agentes do Corpo de Bombeiro permanecem na região, que está isolada, para a busca por possíveis vítimas. As imagens de televisão mostram os escombros depois de desmoronar.

A queda atingiu também o entorno, como a Igreja Luterana Marthin Luther, vizinha ao edifício. O imóvel, do início do século XX, perdeu parte da sua estrutura. Em entrevista à Rede Globo, o pastor da igreja luterana, Frederico Carlos, afirmou que o desabamento desta madrugada era uma “tragédia anunciada”, devido às más condições do local, onde moravam centenas de famílias. “Sempre se falou do risco que esse prédio corria, e precisou acontecer uma desgraça”, disse ele, que mantinha uma convivência com os moradores, acolhidos pela Igreja. “Volta e meia conversava com eles, entrava no prédio e via, era uma tragédia que sabia que uma hora ia acontecer”, contou ele. Desde fiações expostas, esgoto aberto dava a sensação de vulnerabilidade do local. O pastor mostrou-se inconformado pelo fato de as autoridades nunca terem tomado uma atitude firme para evitar a degradação do edifício, embora tenham sido avisadas diversas vezes. “A gente entrava em contato e diziam 'não é com a gente, é com esse', e ninguém faz nada. Como sempre agora vão fazer um bonito inquérito e, como sempre, não vai dar em nada”, reclamou.

O edifício havia sido ocupado com apoio do Movimento Nacional de Luta por Moradia. Segundo o prefeito Bruno Covas, uma das dificuldades para remover as famílias dali era o fato dele ser de propriedade da União, o que dificultaria o trabalho da prefeitura para retirar dali as famílias. “Há 70 edifícios em São Paulo nessa situação, e outras 200 áreas ocupadas”, explicou ele. Só nos edifícios, estariam 4.000 famílias carentes que apelam para esta solução em busca de moradia. Ainda segundo Covas, já teria havido seis reuniões com as famílias daquele edifício para negociar sua retirada.


Fonte: El País/Brasil

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