terça-feira, 3 de setembro de 2019

NOVOS CORTES: Fim da pesquisa: governo corta 5 mil bolsas da Capes e não concederá mais nenhuma em 2019


Weintraub anunciou hoje o corte de mais 5.613 bolsas de mestrado e doutorado que estavam previstas para o orçamento deste ano de 2019. Com a medida do governo Jair Bolsonaro (PSL), a Capes anunciou que nenhum outro novo pesquisador vai ser financiado neste ano. Este é mais um passo decisivo no desmonte da educação e no investimento na pesquisa brasileira. Ao Estado de São Paulo, Weintraub anunciou:
Este já é o terceiro anúncio de cortes de bolsas em 2019. Desde o início do ano, o governo Bolsonaro já cortou 11.811 bolsas de pesquisa financiadas pela Capes, equivalente a 10% das bolsas vigentes no início do ano. Desta vez, o MEC cortou diretamente de bolsas que estavam previstas no orçamento. Enquanto isto, a casta política negocia bilhões de reais em emendas parlamentares para pagar os votos na reforma da previdência, e além disso, o aumento do "Fundão" eleitoral de R$ 1,7 bilhões para R$ 2,5 bilhões, para perpetuar o poder desta casta corrupta que vive de ataques aos trabalhadores e à educação.
Apesar do governo afirmar que não haverá interrupção de pagamento para bolsistas com pesquisas em andamento, como já ficou demonstrado, a verdade não é o forte de Bolsonaro e seu ministro da educação. Pelo contrário, enquanto buscava avançar na aprovação da Reforma da Previdência dizia que os cortes na educação não passava de um congelamento, e fazia um teatro tosco com chocolates (bem ilustrativos com Bolsonaro comendo um deles). Logo após a aprovação em primeiro turno da Reforma, Bolsonaro apoiou-se nesta legitimidade para apresentar o Future-se que significa a destruição da educação brasileira.
O novo corte representa o não investimento de mais R$ 37,8 milhões neste ano. A Capes teve R$ 819 milhões de seu orçamento contingenciado neste ano, ou 19% do valor autorizado. No primeiro orçamento feito pela atual gestão, para 2020, a Capes perdeu metade da verba, que de R$ 4,25 bilhões neste ano passou para R$ 2,20 bilhões em 2020.
Frente a este novo corte, Odete Cristina, militante da Juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária contou ao Esquerda Diário: "É um absurdo que o governo siga atacando a educação, enquanto entrega nossos todas as nossas riquezas naturais ao capital estrangeiro e governa para o agronegócio. Nós como estudantes precisamos aproveitar a volta as aulas para nos auto-organizarmos a partir de cada universidade e escola e através de nossa mobilização nos aliarmos a classe trabalhadora para enfrentar estes novos ataques, a Reforma da Previdência e defender a Amazônia".
 Fonte:E Diário 

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